Iraque toma Ramadi ao EI

EUA acusados<br>de tentar evacuar <i>jihadistas</i>

Com a maior cidade e capital da província de Anbar resgatada por Bagdad, os EUA estão a ser acusados de terem retardado o assalto final a Ramadi para evacuar líderes do denominado Estado Islâmico.

As autoridades acusam os EUA de atingirem soldados iraquianos

A denúncia foi feita por um comandante militar das forças voluntárias iraquianas que, junto com o exército do país, lograram, ao fim de cerca de duas semanas de intensos combates, varrer da cidade de Ramadi o grupo extremista islâmico. Citado pela agência iraniana FARS, o máximo responsável pelo batalhão Haidar al-Hosseini al-Ardavi garantiu que «o atraso nas operações para libertar as cidades de Ramadi e Fallujah foi resultado da interferência dos EUA», e justificou com a alegada intenção dos norte-americanos em «evacuar os líderes infames do grupo terrorista (…) para lugares desconhecidos».

A acusação contrasta com as informações que dão conta de que o sucesso da investida sobre Ramadi se deveu, em parte, ao esforço conjunto das forças armadas iraquianas e dos bombardeamentos da coligação internacional liderada pelos EUA. Porém, e quando as autoridades de Bagdad asseguram que irão avançar para reconquistar a cidade de Mossul ao EI (desconhecendo-se o envolvimento de Washington nessa eventual campanha), importa recordar que esta não é a primeira vez que os EUA são acusados pelos iraquianos de colaborarem com os jihadistas.

Aquando do avanço aparentemente imparável do EI rumo a Bagdad, em 2014, os iraquianos criticaram os conselhos norte-americanos e a sua inacção por tanto tempo, considerando os meios, militares e de espionagem, de que dispõe na região. Posteriormente, acusaram os norte-americanos de favoreceram o EI ao permitirem o roubo e tráfico do seu petróleo, e por despejarem toneladas de armamento e equipamento em zonas que se sabia estarem ao alcance daquele grupo. Mais recentemente, e culminando uma série de incidentes semelhantes envolvendo bombardeamentos aéreos da «coligação», as autoridades iraquianas criticaram fortemente os EUA de insistirem em operações no terreno em vez de golpearem posições do EI. Justamente quando avançavam sobre Ramadi.




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